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Vamos lá ter um bebé!

Achavam que iam encontrar resposta para os dramas da maternidade? Não! Este blog conta a experiência de 2 pais inexperientes que ainda estão aprender a diferença entre body e babygrow. Prometemos doses de riso e muito amor!

Quando a personalidade emerge.

Quando é que um bebé começa a ganhar personalidade? Quando é que se sabe que o bebé tem vontades próprias e gostos especificos? Cada bebé é único e tem o seu timming mas todos têm em comum uma coisa, avisam claramente quando esta fase começa.

 

A nossa filhota tem agora 5 meses e picos, já se senta durante 2 segundos antes de cair para o lado, já come sopinhas de legumes sem saboronas e já sabe muito bem o que quer fazer durante o dia: quer roer cenas diversas, pegar em brinquedos para os atirar para o chão e bater com a mão direita com toda a força naquilo que estiver no alcance da mão direita. 

 

Tivemos uns primeiros meses chatos por causa de cólicas mas tudo isso passou. Agora já somos todos amigos cá em casa e a minha bonequinha acorda, faz barulho e mal uma cabecinha aparece no seu campo de visão esboça um sorriso espectacular de orelha a orelha e bate as perdas como se estivesse a nadar de costas. Ela sabe que das duas uma, ou vai comer ou vai começar o dia.

 

Este sorriso é uma coisa cada vez mais presente e o que exprime é inexplicável. Por exemplo, a mãe começou agora a trabalhar e quando chega a casa é recebida com um sorriso tão grande que até os olhos se fecham. Ela sabe que a mãe é igual a miminhos e brincadeira, a maior cúmplice.

 

A expressão de felicidade aparece com sorrisos rasgados ou de boca aberta, possivelmente seguidos de umas mãos em frente da boca e um virar de cara que até parece que se está a fazer de difícil. As situações são cada vez mais e mais especificas.

Existe um excitamento instantâneo quando meto o peluche a tocar a música holandesa (sim holandesa.. é o que há e ela não percebe português também por isso tá óptimo). Quando mostro o biberão a felicidade é de tal maneira avassaladora que rapidamente se torna em raiva e frustração por ainda não estar a comer. Quando faço um cucu duas ou três vezes seguidas é possível que saia uma gargalhada. Quando meto o pé dela todo na boca fica a olhar para mim com cara de espanto uns segundos e depois logo sorri. A brincadeira é cada vez mais um momento consciente e pedido por ela.

 

Ela sabe o que quer de tal forma que já não está tranquilamente ao colo sem parecer um farol ou esticar os braços em direcção a coisas que lhe chamam atenção.. como o telemóvel ou uma almofada com cor ou mesmo aquela interessantíssima maçaneta da janela.

Na verdade às vezes parece que estou a agarrar uma enguia que se mexe e dobra toda. Mudar a fralda já não é aquele momento calmo entre pai, filha e cocó de antigamente.. existe sempre qualquer coisa super interessante a acontecer por cima da cabeça dela e ela tem de ver o que se passa ali, rodar o corpo e esticar os braços. Ter cocó na fralda não é nenhum impeditivo.. cocó nas meias é uma baixa no vestuário aceitável para ver mais uma vez aquele super importante pacote de dodots que existem na vida dela desde que ela nasceu.

 

baby-personality.jpg

 

Mas claro que o mundo não é cor de rosa (depois de introduzir sopas não é MESMO!), e tal como tem sorrisos e gargalhadas quando está feliz e contente, também já sabe bem mostrar que não gosta ou não quer fazer alguma coisa.

 

O choro foi trocado por berros, não quer dizer que não chore, mas hoje em dia há a distinção clara do choro e do berro. E o berro felizmente só aparece quando existe sono. Fica farta das brincadeiras, de estar sentada na espreguiçadeira ou na cadeirinha, farta de estar ao colo, farta de mascar naquele peluche que era fofinho em tempos mas que agora parece que tem uma constante camada de gel em cima...

E assim que começa a ficar farta começam as raivinhas e uns barulhos estranhos como quem está a fazer cocó mas não consegue (por vezes é isso mesmo que está a acontecer coitadinha... autênticas bolas de golf), depois começa a abanar-se e de repente é uma explosão terrível de berros como se alguém lhe tivesse pisado o dedo mindinho (ninguém pisou nada a ninguém e acho que os bebés são um pouco dramáticos.. anseio pelo momento que ela vai entender quando digo "Já vai.."). É geralmente nestes momentos que eu ou a mãe dizemos quase em uníssono que ela tem de dormir (um processo muito giro também o de adormecer durante o dia *sarcasmo*).  

 

A fome não é tanto o berro mas é mais um choro inconsolável. Começa a chorar com intensidade da mesma forma que um carro de F1 vai dos 0 as 100 num segundo. Depois de se pegar ao colo e fazer uma palhaçadas lá nos lembramos de olhar para o relógio e dizer "AH! mas já são 16h30 ela tinha de comer à 30min!". Só existe silêncio novamente quando ela está a virar 210ml de biberão. Coitadinha da miúda.. mas a vida tem destas coisas.

 

Recentemente também começa a chorar se está ao colo de alguém que não conhece bem e de repente se vê num contexto desconhecido e sem o pai ou a mãe à vista. Lança o alarme bem alto e esse choro até traz soluço à mistura. Parece que a abandonamos quando a tia a levou à cozinha um minutinho... (é o que eu digo.. dramáticos...).

 

Amo a minha Escorpião que ri com a cara toda e berra com pulmões de tenor e só posso imaginar a personalidade que vem ai.

 

O pai.

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